domingo, 15 de novembro de 2009

Confusão instrumental

Nessa chata rotina de trabalho/estudo em direção ao calvário - local onde pessoas calvas se reúnem, ou, se preferir, pode usar a definição da bíblia...- em que tenho trabalhado muito (quase redundância em se tratando de emprego na iniciativa privada) e estudado quando dá, tenho me deparado com certas definições que me parecem confusas...

...Sempre achei a definição de gestão de documentos, dada tanto pela lei quanto pela bibliografia, um tanto bisonha:
Lei 8159/91
Art. 3º Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente.

Ou seja, se você trabalha num arquivo permanente você não gere, não pratica gestão de documentos -que preconiza, entre outras coisas, a racionalização dos procedimentos, busca pela eficácia... Ladainha de Adm – Você faz o que arquivistas fazem... Arquiva!
...
Já, no o E-ARQ Brasil (obra do Arquivo Nacional), me perco na definição de GED...

Para o E-ARQ, GED (Gestão eletrônica de documentos) é Gestão de documentos eletrônicos...

Se repararmos bem na construção da locução, veremos que a palavra “eletrônicos” adjetiva “Gestão”, não “documentos” (isso aqui não é inglês, caramba!)

Sempre vi a GED como uma gestão -eletrônica- de documentos, sejam eles convencionais ou digitais... A ferramenta de gestão é eletrônica, não os documentos.

Gestão de documentos eletrônicos deveria ter como sigla GDE (aí sim, Gestão de documentos eletrônicos), como acredito já ter visto em algum livro, pois dessa forma se qualificaria os documentos como eletrônicos...

...

Bom, escrevi isso aqui justamente para tirar da minha cabeça o que acho, e ver se acho uma vaguinha no funcionalismo público...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Homo Homini Lupus


Thomas Hobbes, acertadamente, apropriou-se de dizeres do período helênico ao afirmar que “o homem é o lobo do homem”... Hoje, pode-se dizer (aqui nesse blog) que o homem está mais para gato e rato ao mesmo tempo, um gatorrato. A idéia de antropofagia não funciona tão bem quanto a de autofagia. A aparente diminuição do instinto de sobrevivência dos indivíduos exemplifica bem isso. Observe os “motoboys” em ação: A maioria deles não demonstra ter um sentido de autopreservação muito ativo – perco o emprego, mas fico inteiro – mas sim um sentido de preservação do status perante a sociedade, onde a sua preservação física fica em segundo plano em relação à manutenção do emprego, da condição financeira, imagem...
Logo:



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Informação vilã

Poderia iniciar este post tentando conduzir a uma interpretação qualquer do título. Mas aí estragaria o sabor desse título idiota....
Ontem, tentando dormir, mas não conseguindo por conta da televisão estupidamente alta na sala – meu quarto é grudado na sala – acabei pensando como a informação pode ser um pé no saco!
Uma porção de pessoas é viciada em programas de notícias, os famosos telejornais e/ou “rádios que tocam notícias”. Eu detesto. Aliás, dada a proximidade geográfica do meu quarto com a sala – proximidades geográficas também agravam problemas no oriente médio- começo a detestar a televisão . Voltando aos tele e rádio jornais... Hoje em dia eles têm muito pouca eficiência na comunicação da informação se comparados a outras formas de veiculação de informação. Para você que quer ouvir “aquela notícia sobre aquele acidente”, é quase obrigatório manter-se assistindo a todas as outras... É uma enxurrada de informação que não te interessa muito, que só te faz perder tempo e ocupar memória com inutilidade. E, por falar em inutilidade, os tais programas noticiários e cia são bastante recheados dela. Ao meu ver, não passam de programas de entretenimento. Um grande, violento e interminável Big Brother - sem premiação. Mas é claro, logo vem um sujeito falar que são programas de utilidade pública e coisa e tal... É utilidade pública saber que alguém foi esmigalhado num acidente seis horas atrás? Que alguém foi atingido por uma bala perdida? Não acho! Esse tipo de informação apenas assusta, preocupa... Enfim, entretém.

Por isso venho dizer que a informação é também vilã quando é inoportuna ou quando é entretenimento vulgar travestido de utilidade pública.


Diminua a TV, po###!

sábado, 12 de setembro de 2009

Australia-ling

Semana passada eu estava indo para o centro quando vi num outdoor o anúncio do show dos "Australian Bee Gees". Eu já conhecia o "Australian Pink Floyd", banda de tributo ao Pink Floyd, mas Bee Gees?

Ok. Australianos talvez sejam saudosistas, e curtam as décadas de 60 e 70 em especial...

Porém, vamos aos adendos...

Todos reconhecem a China pelos produtos "ching-ling", reedições ou versões de aparelhos eletrônicos famosos, como o Iphone, por exemplo.

Será que a Austrália está para a música assim como a China está para os eletrônicos?

Não quero dizer que os "novos produtos Australianos" partilhem da mesma qualidade duvidosa atribuida aos ching-ling, afirmo apenas o que a Austrália parece começar a partilhar do mesmo gosto chinês pelo "genérico"... Só espero que essas bandas não cheguem ao país pelo paraguai! Tsc.

domingo, 6 de setembro de 2009

Certamente sobre certames

Como todo bom brasileiro sem muita crença na iniciativa privada e nas seis dezenas da loteira, venho tentando estudar para concursos públicos. Embora não esteja tendo muito sucesso, parte pelo "tentando" no lugar de um "estudando", parte pelas combinações astrais que me desfavorecem intelectualmente aos domingos, achei-me tecendo algumas singelas considerações acerca dos concursos públicos da minha área...

Creio que se preparar para um concurso público qualquer seja mais do que simplesmente absorver conteúdo. A famosa decoreba é só parte do processo. É preciso dominar essa quase "metalinguagem" em que vêm escritas as questões dos certames.

Por exemplo: Para eu escrever esse post em português, a língua em que fui alfabetizado e do país em que vivo, só precisei ter um certo conhecimento sobre o vocabulário e a gramática. Porém, se eu quisesse me aventurar em uma outra língua, necessitaria, além do vocabulário e gramática, entender a lógica que a rege, algo como um fator cultural*, em que no caso da minha língua pátria, estou imerso.

*(seria isso linguagem?)

As provas dos concursos públicos vêm escritas em boa língua portuguesa. Entretanto, parece-me uma "linguagem" em particular a utilizada nos certames. A forma como o enunciado é transmitido (escrito), não é a mesma que usamos cotidianamente - a mais clara possível. Pelo contrário, os enunciados das questões de uma prova estão mais próximos de um forró (ou funk) de duplo sentido do que da nossa comunicação usual. A meta não é deixar claro, mas possibilitar, nas perguntas e nas opções de resposta, interpretações diversas e equivocadas - do ponto de vista da banca.

Portanto, não basta decorar todos os livros... será que ir na feira de São Cristóvão ajuda?



- escreví "linguagem", assim entre áspas, pois não sei se é o termo correto para o que eu quis dizer... Eu pensei em língua mais como o instrumental e linguagem como a forma de usá-lo...

No entanto, de acordo com a Wikipedia:
Enquanto linguagem diz respeito à capacidade ou faculdade de exercitar a comunicação, latente ou em ação ou exercício, a língua ou idioma refere-se a um conjunto de palavras e expressões usadas por um povo, por uma nação, munido de regras próprias (sua gramática).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Wait a second man. Whadda ya think the teachers gonna look like this year?

- 1984 é o ano anterior ao meu nascimento; é um dos melhores albuns do Van Halen; e também nome de um livro de um tal George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair.

- O Presidente da Apple Steve Jobs (acho que foi ele), afirmou certa vez que as pessoas não leem mais, por isso, não vale mais a pena investir em e-books, mas sim em plataformas com vídeo e som...

- Algumas reportagens trazem pessoas que conseguiram um emprego pelo Twitter, como uma estudante que organizou o perfil de uma "flash mob" e, quando "tuitou" dizendo que procurava emprego, foi encontrada graças à visibilidade do perfil...
Peraí! Você pode conseguir um emprego dessa forma através de um blog, de uma conversa na padaria ou na fila do banco! Não é mérito do Twitter, sim da pessoa e do fator "estar no lugar certo na hora certa falando com a pessoa certa".

...
Agora.

Sem querer tomar partido dos céticos ou dos entusiastas de tudo o que é novo, me arrisco a um único exercício paranóico sobre o aclamado Twitter...

Quando eu ainda pensava em entrar no twitter, ficava imaginando sobre o que eu poderia falar com 140 caracteres - além das almondegas que comí no almoço...

140 caracteres: Será o twitter um primeiro ensaio para a simplificação ao extremo da comunicação? A limitação da quantidade de caracteres por post pode desencadear a redução de palavras/fonemas como alternativa para apor mais informação... E como isso me lembra a Novílingua (newspeak) do livro 1984...

Mas quem se importa, as pessoas não leem mais, né Jobs?

Guerra é paz; liberdade é escravidão; ignorância é força.


- Só para constar... Acho que o twitter tem grande potencial como um classificado ou "rede social de propaganda" em que você segue as empresas/pessoas das quais quer receber breves notícias, como, por exemplo, um aviso de lançamento de um novo produto...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

8º Album da Frêmito

Eis o 8º album da Frêmito. Pensei que poderia gravar tudo num dia... Eu até tinha algumas boas idéias para algumas músicas, mas não tive paciência para executar.
Ficam registrados minha falta de paciência e imediatismo, eheeh

  

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