domingo, 30 de novembro de 2008

Frêmito: A cousa em si.


Volta e meia perguntam-me por que minha banda é tão tosca. Eu, claro, do alto da minha esforçada e esporádica sinceridade assumo: Frêmito é realmente tosca. E explico: Isso não acontece por estar seguindo um algum tipo de conceito ou vertente ou por completa falta de habilidade e aprumo.

Eu simplesmente gravo e, apesar de utilizar um bom programa (Sonar 4) não utilizo mais de 2 funções além do "rec". Se é por falta de tempo para aprender as manhas e técnicas de gravação ou se é para manter um compromisso de gravar simplesmente o que eu posso tocar, sem maquiagens de equalização, produção e masterização, não sei responder, mas posso afirmar que ser espontâneo quase não dá trabalho...
Quase todas as minhas músicas lançadas no Jamendo foram gravadas em uma tomada apenas, sem dubs e remendos. Sai perdendo o possível ouvinte que atura ruídos, erros e inclusive certas desafinações.

Em contrapartida, eu me sinto muito bem ao não mascarar minha humanidade e falta de habilidade guitarrística. Fidedignidade sonora e sinceridade, pelo menos, comigo mesmo. Acho que se não é um bom começo para minha músicalidade, pode ser um fim decente... para este post.

sábado, 22 de novembro de 2008

8-beat!

  

Todo o conhecimento do mundo numa casca de noz.

A tentativa de abrigar em uma só instituição todo o conhecimento de uma sociedade vem de épocas remotas, como a famosa biblioteca de Alexandria.

Com a tecnologia atual, computadores, internet, bancos de dados e ferramentas de busca, essa tecnoutopia cultural se torna quase possível.
A biblioteca digital Europeana, com conteúdos inteiros de livros raros e antigos ou cujas edições se esgotaram, pinturas, músicas, manuscritos, mapas, tem como objetivo tornar acessível em apenas um site o imenso patrimônio cultural das bibliotecas nacionais do Velho Continente. Velha ambição...

Os idealizadores do projeto previam cerca de cinco milhões de consultas diárias.

A Europeana foi fechada 24 horas após seu lançamento, pois foi saturada por consultas demais, muito acima do estimado.

Será que isso siginifica que finalmente chegamos à tão idealizada sociedade da informação, regida pela simbiose da capacidade individual de internalizar informação e na existência de bancos de informação acessíveis à todos?

Indivíduos em busca de informação, rumando em direção ao conhecimento?

Ou simplesmente foi um caso de muito gente correndo atrás de mais uma novidade nessa internet que a cada dia se assemelha mais à televisão?

Nos tempos da biblioteca de Alexandria, pelo menos, não havia tanta gente capacitada para leitura como existe hoje em dia, fato que, com certeza, deveria diminuir a consulta à biblioteca, ehehehe.


Ode on a Distant Prospect of Eton College

"Yet ah! why should they know their fate?
Since sorrow never comes too late,
And happiness too swiftly flies.
Thought would destroy their paradise.
No more; where ignorance is bliss,
'Tis folly to be wise."

Thomas Gray

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Volatilidade do conteúdo internético

Um dia você encontra no website de alguém um artigo, conto, qualquer coisa, que lhe é interessante, entretanto, por estar sem tempo deixa para ver em outro dia... Quando esse "outro dia" chega, você não encontra mais o texto desejado.

...

"Um estudo feito pelo norte-americano Jonathan Wren, do Centro
Avançado de Tecnologia Genômica da Universidade de Oklahoma,
mostrou que grande parte dos artigos publicados na Internet
acaba em um limbo digital e os endereços onde deveriam estar
retornam apenas as infames mensagens de
"página não encontrada" no programa de navegação.

Após longa análise, Wren descobriu que, por exemplo, quase
um quinto de todos os endereços mencionados na última década
em resumos da Medline, um serviço do governo norte-americano
extremamente popular entre a comunidade científica, simplesmente
desapareceu. Segundo a revista /Nature/, Wren decidiu investigar
o problema depois que encontrou um endereço não existente mencionado
na Medline para um dos artigos que escreveu.

Outro cientista preocupado com o problema é Robert Dellavalle, da
Faculdade de Dermatologia da Universidade do Colorado que,
em outra pesquisa, verificou que cerca de 12% dos endereços de
Internet mencionados nos importantes periódicos /The New England
Journal of Medicine/, /The Journal of the American Medical
Association/ e /Science/ sumiram apenas dois anos após a publicação.

Dellavalle sugere o desenvolvimento de sistemas aprimorados de
catalogação eletrônica, pois considera inadequada a resposta das
editoras ao problema. "Os periódicos não estão fazendo coisa
alguma para amenizar a situação. É impressionante o que tem
desaparecido. Até mesmo um artigo que escrevi sobre preservação
digital não se encontra mais onde deveria estar", disse à Nature.

O pesquisador da Universidade do Colorado acredita que, se os
responsáveis pelas publicações solicitassem aos autores
o envio das referências do artigo ao *_Archive.org_*
, um projeto da Biblioteca do Congresso
dos Estados Unidos, além de manter cópias escritas do trabalho,
o problema poderia diminuir. Pelo menos um periódico, o
PLoS Biology está pedindo aos autores para usarem o Internet Archive."

retirado de: http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2004-April/000031.html

Texto original em: http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI294085-EI553,00.html

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