segunda-feira, 31 de agosto de 2009

8º Album da Frêmito

Eis o 8º album da Frêmito. Pensei que poderia gravar tudo num dia... Eu até tinha algumas boas idéias para algumas músicas, mas não tive paciência para executar.
Ficam registrados minha falta de paciência e imediatismo, eheeh

  

domingo, 9 de agosto de 2009

Confusões mentais e conceituais de um domingo de manhã.

Para:
Nietzsche, o esquecimento é algo positivo. Afirma que indivíduos que tem a capacidade de esquecer são fortes, saudáveis, alegres e criadores. O esquecimento libera cargas, desobstrui a memória liberando espaço para novas.

Hoje, o computador é uma extensão de nossa memória.
Por exemplo:
As fotografias, que são produto de um produto de uma ferramenta que é a "extensão de nossa visão” e traz a capacidade de registrar um momento e compartilhar com outros que não estavam lá, hoje, estão em suporte digital e dentro do HD.

Você não precisa lembrar da foto. Só precisa saber que tudo o que lhe aconteceu e foi registrado de alguma forma, terá convergido para um único ponto, o seu computador.

Será que isso é uma forma de esquecimento? O indivíduo esquece, assim libera espaço em sua memória orgânica para novas percepções, se defrontar com o novo, para que, mais uma vez, possa ter o estranhamento para com a vida?

Vera Dodebei e Inês Gouveia, no artigo “Memória do futuro no ciberespaço: entre lembrar e esquecer”, afirmam que: “as memórias auxiliares funcionariam como compensação a essa dinâmica da memória individual que não pode abrir mão do esquecimento”.

A questão é: Bellotto no livro “Arquivos Permanentes: tratamento documental” diz que memória (memória não como lembrança, mas como construção e fonte histórica) é menos acumuladora que referenciadora.

Seria então que o que eu chamei de esquecimento não o é? Já que o sujeito, ao não se preocupar mais em esquecer o que está em seu estoque orgânico - pois possui um backup em seu computador – já fez a referência?


Uma situação hipotética
Um sujeito que tirou uma foto no parque esqueceu completamente que tenha ido ao parque, e um dia quis saber se já foi. Ele irá buscar no seu PC, usando ferramentas de busca, o assunto “parque” e achará a tal foto. Ele verdadeiramente esqueceu-se dela?

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Algumas horas depois, ao terminar de ler o texto (eu só lembrava daquela citação)...

O que pude compreender é que, segundo Dodebei e Gouveia (apoiadas em Mayer-Schönberger) as memórias auxiliares que surgiram com as novas tecnologias trazem na vantagem da grande capacidade de armazenamento um problema: O esquecimento torna-se mais complexo. Um link ou outro quebrado e um site totalmente reformulado (seriam o esquecimento na internet?) não tem grande relevância estatística perto de todo o conteúdo disponível na internet. Talvez, somente a seleção -que na Arquivologia seria a operação técnica e decisão política do esquecimento, conhecida como avaliação/seleção- poderia trazer a esse conteúdo (na internet) a condição para que comece a caracterizar memória - o esquecimento.

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