quinta-feira, 29 de julho de 2010

Famigeradas caixinhas de som do pc!

... outro dia eu estava conversando sobre gravação (de músicas) com um conhecido que me disse o seguinte:
“A gente se preocupa muito com inúmeros detalhes na hora de gravar: timbre da guitarra, efeitos, ruído, qualidade da gravação... Mas para quê?! Todo esse detalhismo será subjugado pelo equipamento de reprodução que o ouvinte usa! Música digital, na maioria dos casos, é tocada pelas vagabundas caixinhas de som do pc!”

Isso serve para quem achou o timbre das minhas músicas uma m&rd@!!
´:-P

terça-feira, 13 de julho de 2010

Imprimindo do orkut para usar como prova no tribunal


Outro dia eu estava tentando solucionar o tédio acompanhando uma discussão numa comunidade sobre guitarra no orkut que se passava entre um vendedor de pedais feitos em casa e os criadores do tópico, compradores insatisfeitos com a demora para a entrega dos produtos adquiridos.

Para este post, o teor completo da discussão nada importa. O que importa aqui são as palavras do vendedor:
"Estou imprimindo tudo isso aqui para providências futuras"

Ignorando, sem ressalvas, a provável verdadeira motivação da impressão das mensagem no orkut - medo de as apagarem - e aspectos do Direito, comecei a pensar numa cousa...

Que validade teriam aquelas mensagens impressas se apagassem as orginais - que estavam o orkut - e o sujeito que as imprimiu não tivesse testemunhas?

Tudo o que os clientes insatisfeitos escreveram só teria um valor concreto de prova no seu ambiente original - orkut - e dentro do conjunto composto por muitos outras frases em que foi criado. O que foi escrito pelas partes só é alguma coisa no contexto em que foi escrito. Logo que pensei nisso lembrei dos documentos de um arquivo. Um documento fora do seu contexto diz muito menos do que quando junto à sua série[1].  

A fidedignidade[2] e a autenticidade[3] dos documentos são aferidas, dentre outras etapas/maneiras, analisando o documento em seu conjunto, como preconiza a análise tipológica. Se não estou enganado, na diplomática - que ativamente se ocupa com a questão da veracidade - a análise é descontextualizada, mas ela é muito mais atrelada à aspectos formais...

E então o  tédio me venceu...


[1] Na realidade, acho que quase tudo é assim. Um artigo científico só transmite algo eficientemente quando amparado por todo um arcabouço teórico pré-existente...

[2] FIDEDIGNIDADE: a capacidade de um documento arquivístico sustentar os fatos que atesta.
Está relacionada ao momento da sua produção e à veracidade do seu conteúdo.

[3] AUTENTICIDADE: a capacidade de um documento arquivístico ser o que diz ser e que é livre de
adulterações ou qualquer outro tipo de corrupção. Está relacionada com a forma de transmissão e
estratégias de custódia e preservação.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Link para a minha monografia (4shared)

Em 2008 fiz esse trabalho de conclusão de curso e nunca mais olhei para a cara do cretino.

Outro dia estava arrumando o meu armário e encontrei a versão impressa... Nem lembrava mais das papagaiadas que escreví!

Essa tralha é inútil no meu armário e no HD do meu PC, então, resolví auto publicá-la (dane-se a nova ortografia) aqui para que, quem sabe, possa ter alguma utilidade além daquela que realmente motivou a sua criação!

Proponho fingir, por um post apenas, que o trabalho de conclusão de curso tem também a função precípua de enriquecer a área do conhecimento... tsc

Arquivologia e concursos públicos: Um panorama.
(talvez fosse interessante colocar um anexo atualizando as informações, pois 2009 foi O ano dos concursos para arquivologia - - não, não seria interessante!)

Este trabalho tem por objetivo analisar o atual panorama da Arquivologia no
Brasil tendo como baliza os concursos públicos na área. Este movimento do Estado
em prover concursos para preenchimento de vagas de arquivista pode ser sinal de um
aumento da visibilidade e consolidação desse profissional e sua demanda na
sociedade. A pesquisa está limitada ao Rio de Janeiro, por contar com dois cursos de
Arquivologia num curto espaço geográfico e abrigar o Arquivo Nacional, principal
instituição Arquivística brasileira.
Para respaldar esta análise, esse trabalho também retrata a Arquivologia,
desde seus primórdios e enquanto campo de estudo, para compreender o
desenvolvimento desta área até os dias atuais bem como seu crescimento enquanto
disciplina, do profissional arquivista e seu atual mercado de trabalho.

Palavras-chaves: Arquivologia – Arquivista - Concursos Públicos - Mercado de
Trabalho

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Uma parte da minha monografia


2.2 Arquivologia como campo de conhecimento científico

 “A arquivologia - enquanto campo de conhecimento científico – tem sido alocada perifericamente como objeto de discussão, não constituindo o foco central dos temas abordados”.(JARDIM,1998)

Este trabalho de conclusão de curso garante ainda mais veracidade à constatação feita por Jardim, por se tratar de mais uma pesquisa que não tem como foco central a Arquivologia enquanto disciplina, ou como Jardim escreveu “campo de conhecimento científico”. Entretanto, é pertinente para efeitos deste trabalho, discorrer de maneira breve sobre a Arquivologia “enquanto campo de conhecimento específico”, mesmo que o tema central não seja a Arquivologia (área do conhecimento) nem a discussão sobre se ela é, efetivamente, uma área técnica ou científica. É relevante para fins dessa pesquisa, remeter ao ano de 2006, quando a Arquivologia foi alçada à condição de área do conhecimento, deixando de ser subordinada à Ciência da Informação e passando a ocupar o mesmo nível de classificação. Isto significa que para a CAPES/CNPQ, a Arquivologia deixou de ser uma subárea do conhecimento para ser uma área.
            Algumas indagações podem ser feitas a partir da afirmação de Jardim. O que isso pode significar essa existência de uma maior produção de trabalhos que têm como objeto o campo profissional da Arquivologia,? A situação do profissional está num momento tão controverso que gera uma quantidade maior de problemáticas a serem estudadas? Será apenas uma questão de interesse maior pelo lado profissional? Existe tão pouca produção sobre a Arquivologia como campo científico que se torna difícil (re)produzir algo que valha a pena? Ou é uma questão estrutural do próprio ensino de Arquivologia no Brasil, onde existe maior incentivo para um tipo de objeto de estudo do que para outro?
            Maria Odila Fonseca faz a seguinte análise:

“(...) os periódicos são importantes parâmetros de análise da configuração de campos científicos, e o interesse acadêmico de cada comunidade científica pelos “seus” periódicos é referência, também, de sua maturidade”. (2005.p.74)

Quanto à afirmação acima, é interessante ressaltar, apenas a título de curiosidade, que faz falta em instituições diretamente ligadas à Arquivística, talvez, não um maior apoio à produção de trabalhos sobre a Arquivística, mas, principalmente, a divulgação do que é produzido. Quando acessamos websites do Arquivo Nacional e de outros arquivos, nos deparamos com iniciativas de apoio à produção de conhecimento, como “concursos de monografia”, porém, sem entrarmos no mérito de – a que área do conhecimento esse apoio à produção é direcionado - o que mais vem à tona é a não divulgação desses trabalhos no portal digital da instituição.
Pode-se especular que essa -não divulgação- se dê por conta de problemas com direitos autorais sobre as obras vencedoras dos concursos, porém, existem maneiras de se manejar o direito sobre a obra e o direito sobre o acesso, divulgação, citação e, inclusive adaptação, a partir do conceito de Acesso Livre[1] e das licenças “Creative Commons[2] . Contudo, existem bons exemplos de instituições que disponibilizam em seus portais na Internet a produção acadêmica criada sob seus auspícios ou não, como a UNESP - Universidade Estadual Paulista Campo Marília, que disponibiliza resumos e textos integrais de teses e dissertações; O “Portal de Referência em Arquivologia, Biblioteconomia e Ciência da Informação” da Universidade Federal Fluminense – UFF, que disponibiliza, por um sistema de resumo das obras e weblinks que levam a elas, diversos trabalhos de diferentes instituições e países, sistema semelhante ao utilizado pelo portal CAPES/CNPQ.
            É Impossível fazer um retrato razoável da Arquivologia enquanto campo do conhecimento sem introduzir algumas questões acerca da interdisciplinaridade. Foi no início da década de 70 que a interdisciplinaridade foi formalizada na Europa, principalmente na França e Itália, a partir dos movimentos estudantis que reivindicavam um novo estatuto de universidade e escola. Vale lembrar que esses movimentos se deram no contexto da pós-modernidade, o qual é marcado pelos pensamentos complexo e sistêmico de Morin e Bertalanffy, respectivamente. (RODRIGUES e MARQUES, 2006).
            Segundo Shera[3]:

 “(...) a ciência da informação não se opõe à biblioteconomia, ao contrário,
ambas as disciplinas são aliadas naturais, e os bibliotecários não deveriam rechaçar esse novo membro de sua família intelectual, do mesmo modo que o especialista em informação não deveria desacreditar os bibliotecários. (...) No momento, pelo menos, o bibliotecário e o especialista da ciência da informação podem falar línguas diferentes, pois as novas noções exigem também uma
terminologia nova, porém finalmente se chegará a um acordo e a uma compreensão mútua”.

Apesar do trecho acima ser dedicado à relação entre Biblioteconomia e Ciência da Informação, ele levanta uma questão de suma importância para a Arquivologia enquanto área interdisciplinar de estudo. A terminologia. Schellenberg em sua obra “Arquivos Modernos” afirma:

“A arquivística (...) tentou evitar uma terminologia especializada (...) pelo simples uso de termos comuns, os arquivistas muitas vezes caem na obscuridade em sua literatura técnica” (1956 p.35).

Essa afirmação chama atenção para o seguinte fato. A questão da terminologia, antes de dificultar o diálogo com outras áreas do conhecimento, já se faz problema no interior da própria Arquivologia. Hoje em dia existem o Dicionário de Terminologia Arquivística do CIA, Conselho Internacional de Arquivos, de 1984; o Dicionário de Terminologia Arquivística editado pela Associação de Arquivistas Brasileiros, de Camargo e Bellotto; e o Dicionário de Terminologia Arquivística Brasileira, elaborado pela “Comissão Especial de Terminologia Arquivística” do CONARQ, disponível no website do Arquivo Nacional[4].
            Na década de 90, se deu a consolidação da Universidade como espaço acadêmico e político na configuração do campo arquivístico, onde se observou significativo aumento do número de cursos de Arquivologia oferecidos no país, melhoria da qualificação do corpo docente, aumento da contribuição de autores vinculados a universidades na produção científica da área e a consolidação do CONARQ, que hoje exerce papel de liderança na Arquivologia. Vale lembrar, que na década anterior, os arquivistas brasileiros foram convidados, pela primeira vez, para proferir palestras no Congresso Internacional de Arquivos, e o Brasil passou a ocupar um cargo na Secretaria Executiva do Conselho Internacional de Arquivos e a presidência e a vice-presidência da Associação Latino-Americana de Arquivos, demonstrando que o pensamento arquivístico brasileiro alcançara alguma qualificação internacional.[5]


[1] Em síntese, Acesso Livre significa a disponibilização livre na Internet de literatura
de caráter acadêmico ou científico, permitindo a qualquer utilizador ler,
baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral
desses documentos. ELOY RODRIGUES
[2] Creative Commons é uma organização cujo objetivo é
proporcionar aos autores uma alternativa entre o controlo absoluto de “todos os
direitos reservados” e a potencial anarquia de “nenhuns direitos reservados”,
criando uma forma simples e clara de proteger os seus trabalhos e simultaneamente
encorajar o seu uso, declarando “alguns direitos reservados”.
[3] Ciência da Informação - Vol 24, número 1, 1995 – Artigos: Traçados e limites da ciência da informação - Lena Vania Ribeiro Pinheiro José Mauro Matheus Loureiro

[4] http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm
[5] Dados coletados do livro “Arquivologia e ciência da informação” de Maria Odila Fonseca, 2005 FGV.

 Extraído de:
AZEVEDO, Mauricio Maia Vinhas de. Arquivologia e Concursos Públicos: Um Panorama. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2008, 65p.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma nova idéia para Malhação.

Antes de ler no jornal que a novela Malhação terá um núcleo "carente" (se você não acredita que foi antes, [Felipe Melo mode on] f#d@-$&!!! #$@ #%#) eu tinha pensando numa Malhação que poderia até ter o subtítulo Ralação.

O protoganista seria um menino pardo, estudando num colégio estadual (toda a novela se desenvolveria na escola estadual) e o esporte da vez seria soltar pipa. Ele é irmão do chefe do tráfico da favela, que por ser bem mais velho fez muitas vezes o papel de pai, sempre o incentivando a estudar, e tornar-se político. Sem pai para seus filhos, sua mãe sustenta a família como pode. O par romantico dele seria uma menina de dezesseis anos chamada Marcangela, com dois filhos, que se apaixonaria perdidamente ao vê-lo soltando pipa na laje.

O vilão seria um quase traficante adolescente que é pai de um dos filhos de Marcangela, por quem tem uma fixação doentia, afugentando todos que aproximem dela.


Dilemas: terceira gravidez na adolescência (e controle de natalidade); seguir vida do crime?; desporto marginalizado; UPP acabando com muitas formas de renda nas favelas; o protagonista seguirá a dinastia do tráfico deixada por seu irmão (que morrerá nos primeiros capítulos)?



Só pra relaxar depois de assistir ao Brasil perder e, pior, a minha terça-feira livre ir por água abaixo.



 Adendo:

O anão Dunga, do longa metragem da Disney em sua lingua original - inglês-, se chama Dopey - Estúpido (algo como estúpido por casa do uso de algo que o dope).

* Na obra dos Irmão Grimm os anões não tem nomes!




Ser o país do futebol sem futebol é uma droga. O que resta é apegarmo-nos ao carnaval que é uma competição nacional - o Brasil sempre fica com o caneco!

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