domingo, 6 de novembro de 2011

Filtros na Internet - Palestra de Eli Pariser na conferência TED em 2011 (legendado).

O Patrick (rick lixo) me indicou pelo FB (primeira vez que o FB me oferece mais do que fofoca) esse vídeo sobre filtros na internet. Muito bom, embora meu lerdox não tenha me permitido assitir até o final....

Um pouco sobre o vídeo:

Os filtros utilizados na nternet, por exemplo, pelo Facebook e Google, estão personalizando a web. Tá certo que o paradigma do mercado de serviços e produtos é (ou era) buscar a personalização para agradar ao maior número de pessoas possível, e não a média. Porém, na "era digital" isso parece não estar dando muito certo.

As filtragens feitas por algoritmos estão transformando cada pessoa (perfil) numa auto-ditadura. Os feeds e os resultados da pesquisa não se baseiam mais no quase infinito conteúdo da internet*, mas na média do que você costuma acessar. Ou seja, a diversidade é quase que eliminada, ocultando os resultados dissonantes...

...Isso acaba evitando o tão salutar estranhamento...

...
Steven Johson já havia escrito sobre esse fenômeno em 2001, no livro "Emergência (...)", numa análise do fórum "Slashdot: News for Nerds", que filtrava as postagens de acordo com a média das notas recebidas, criando uma "ditadura do usuário médio".

"É totalmente possível que as regras (...) tenham criado uma tirania da maioria em Slashdot (...). Mensagens que coincidem com o usuário 'médio' do Slashdot têm mais possibilidade de chegar ao topo, enquanto as que expressam um ponto de vista da minoria podem ser rebaixadas no sistema." (JOHNSON p.119)


Na mesma obra, o autor propõe uma solução que promova também a diversidade. Bastaria modificar a filtragem de forma que ela se baseasse não na avaliação média, mas nos desvios-padrão. Isso resultaria numa inversão do que seria informação relevante, favorecendo o surgimento do "novo". O interessante é que essa possibilidade na modificação da filtragem fosse uma opção feita pelo o usuário, e que este pudesse mesclar proporcionalmente as filtragens, promovendo tanto a média (seu perfil) quanto os desvios-padrão.

"porque o sistema de feedback estaria recompensando perspectivas que desviam da linha mestra, que não têm o objetivo de agradar a todo mundo o tempo todo." (JOHNSON, 2003 pg.119)


JOHNSON, Steven. Emergência: a vida integrada das formigas, cérebros, cidades e softwares. Trad. de Maria Carmelita Pádua Dias. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2003



*Um dos motivos do uso de filtros tão bigodudos pode ser justamente o conteúdo absurdo da internet. Sem eles talvez seja muito mais trabalhoso realizar qualquer busca no google. Ou talvez tudo não passe de uma conspiração para nos deixar mais limitados...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Você compra o que está na gôndola junto ao caixa do supermercado?

Segundo Spink & Cole, a psicologia evolucionária eleva a necessidade humana de informação, de uma necessidade secundária, a uma necessidade fundamental - um requisito para adaptação e sobrevivência.

Alimentação também é uma necessidade fundamental para a sobrevivência e veja as estratégias que os supermercados (e os anúncios) utilizam para direcionar os consumidores para o que não é exatamente o melhor...

O mesmo acontece com a informação!?


















Consumimos enlatados ou a evolução deles, os congelados, que nos fazem mal, ao invés de nos alimentar eficientemente. Mas não os abandonamos por conta da facilidade em se obter, da fartura com que são encontrados e porque eles nos permitem exercer uma atitude passiva: é só saber utilizar o microondas - basta assistir ao prato girar.

Logo:

A lasanha congelada ou a notícia sobre o dia a dia de alguma celebridade não estão nos ajudando a sobreviver, pelo contrário, estão entupindo nossas artérias e mentes com lixo*. Mas estão muito bem localizados, lá junto ao caixa...

*Se consumí-los não nos prejudicasse (ficasse no zero a zero) seria apenas entretenimento.

Curiosidade:
Segundo os autores, a habilidade dos humanos de representar o mundo simbolicamente pode ter surgido gradualmente, criada pela cultura, ou, o que é mais provável, que 30.000 ou 50.000 anos atrás ocorreu uma mutação aletória na cognição do homem possibilitando-o a vencer a concorrência com outras espécies, quase tornando-o uma "força geológica" (Wilford, 2002). Essa habilidade teria permitido então que os humanos pensassem no passado e no futuro, construindo soluções para problemas com base em padrões de comportamento elaborados a partir da análise crítica das experiências passadas.

SPINK, Amanda. COLE, Charles. A Human Information Behavior Approach to a Philosophy of Information. Disponível em: https://www.ideals.illinois.edu/bitstream/handle/2142/1690/Spink617628.pdf?sequence=2


- Ok., td isso é bullshit.

Uma correção:
A notícia sobre o dia a dia de alguma celebridade é sim importante para adaptação e sobrevivência (hehe) se você for apresentador(a) de um programa de variedades como, por exemplo Claudete Troiano (veja aqui o porquê)

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