sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SOPA, fim do megaupload e mais.

Primeiramente, aproveito para mencionar que acho a prisão dos trabalhadores do megaupload um absurdo. Não foram eles que "piratearam" conteúdo. Num péssimo exemplo, se alguém grafita o muro da minha casa com uma letra de música, não fui eu que infringi leis de copyright...

Isso é só mais uma demonstração de que os gigantes do entretenimento etc estão atacando a internet como nunca. E eu, ingênuo, pensei que depois do caso Napster a indústria fosse tentar se adaptar à nova realidade (e parece ter tentado)... Ledo engano.

...

Ignorando a loucura da SOPA de, se entendi bem, responsabilizar os sites por conteúdos publicados pelos seus usuários, vamos ao cerne desse post.


Devemos entrar em desespero porque as músicas do Justin Bieber e Michel Teló poderão sair da inet ou ficar impedidas de serem compartilhadas via facebook?

Se bem me lembro, em 1997, quando comecei a me aventurar na web, havia muito pouco conteúdo "pirata' (ou pirateável) na internet. Ainda não havia blog, twitter, orkut e outros, mas existiam os mais variados sites sobre os mais diversos assuntos. A maior parte do conteúdo não tinha copyright.

Hoje temos Creative Commons, Left Right e idéias (e ideais) de elaboração coletiva de conteúdos. Há músicas boas, vídeos bons, sites bons, e nem tudo pertence à Universal (estúdio/gravadora) ou à Abril.

Será que, ao invés de pensarmos no que estamos perdendo, não é melhor pensar nesse momento como uma possibilidade de tomar outro rumo que não seja esse que tem levado a inet a tornar-se uma "televisão interativa"?

Numa indagação ainda mais utópica: Será que precisamos tanto assim de livros ou filmes que nos contam estórias... enquanto poderíamos estar vivendo as nossas próprias?

Tudo bem, livros, filmes etc nos trazem valores e ensinamentos, mas precisamos tanto assim dessas fontes a ponto "roubá-las"?

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