quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Endomarketing" no arquivo

Os setores denominados "Arquivo" são, em geral, os primeiros a sofrerem cortes de orçamento e pessoal quando a empresa dá algum sinal de ir mal. Também são, comumente, os últimos setores em termos de prioridade para a empresa. Seja porque é difícil precisar o produto (e valor) que os Arquivos produzem, ou porque talvez sejam realmente menos importantes do que a maioria dos outros setores, ele está sempre em último lugar para receber vantagens mas em primeiro para receber cortes.

Endomarketing, é definido por Saul Faingus Bekin, autor de "Conversando sobre Endomarketing"
em 1995 e de "Endomarketing, como praticá-lo com sucesso" em 2004, como "ações gerenciadas de marketing eticamente dirigidas ao público interno (funcionários) das organizações e empresas focadas no lucro, das organizações não-lucrativas e governamentais e das do terceiro setor, observando condutas de responsabilidade comunitária e ambiental".

Analisa de Medeiros Brum, autora do livro "Um olhar sobre o marketing interno" (2000), afirma que endomarketing é também "um esforço feito por uma empresa para melhorar o nível de informação e, com isso, estabelecer uma maior aproximação com o seu funcionário". Segundo a autora, o marketing interno está mais voltado para um processo de comunicação interna.


Ignorarei a questão de que endomarketing poderia ser convencer o funcionário por todos os meios - éticos ou não (assim como faz o marketing que conhecemos) de que deve fazer algo por livre e espontânea vontade.

Distorcerei ainda mais o conceito, trazendo aqui a idéia de endomarketing como "vender o peixe" de um setor ou serviço de dentro da empresa para ela mesma. Seria assim algo que buscasse maior visibilidade e consequentemente investimento para um determinado setor. Um departamento de TI poderia iniciar um projeto de comunicação interna que mostrasse os serviços que proporciona e que, por exemplo, poderia perder qualidade ou continuidade em caso de terceirização.

Agora pense num arquivo. É um setor que muitos desconhecem a real função e que, mesmo para os que conhecem não parece valer muito... Será que uma estratégia de comunicação/divulgação interna não poderia fazer como que seja visto com outros olhos (e carteiras mais abertas)?

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