quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mundo de empresários


Se alguém , além de mim, acompanhasse esse blogue, saberia que não me dedico regularmente a tecer tramas conspiratórias ou coisas do gênero - deixo isso à cargo dos seres munidos de bóinas e camisas do Chê.
Porém, depois de uns textos que andei escrevendo me sobraram idéias: umas respingaram na forma de posts passados e outras ainda estão cá entre nós.
O velox ou o meu modem estão de greve hoje, portanto esse será um post escrito em ambiente offline! Mas não ache que carecerá de citações de autores:
Vamos ao que diz Tamara Tania Cohen Egler em seu texto "Democracia virtual no governo das cidades"¹:
"A política é o exercício da ação, é a condição fundamental na existência dos homens e permite a transformação das coisas e das relações sociais. Ela se realiza através do exercício da ação discursiva que promove a interação social e permite a formação da vontade coletiva. A política é uma dimensão humana que está associada a todas as coisas da vida, desde as relações mais simples entre dois homens, até as mais complexas que fazem parte da interlocução das nações. Ao longo dos processos históricos podemos encontrar diferentes formas de legitimação dos atores na esfera política. O Estado surge, na modernidade, como o ator, por excelência, responsável pelo exercício da ação transformadora.

O pensamento moderno fragmentou as ciências sociais nos estudos da política, da sociologia e da economia, resultando na fragmentação do processo social em si mesmo. Observamos um monopólio da esfera política nos fatos, porque os atores que participam do campo e formam as estruturas burocráticas dos Estados exercem sua dominação em benefício de interesses particulares. Para a sociedade, resta eleger os membros que deverão compor essa enorme estrutura de organização dos Estados modernos, organizados em torno de uma ação decidida por poucos e em nome da maioria da nação." (EGLER, 2008)

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Spider man? Não. Bat man? Nada. Super homem? Não! Business man!
Para ser considerado gênio - e cool - pouco importa se você desenvolveu uma linguagem de programação quase perfeita ou um OS muito bom e gratuito; vale quantas "janelas" ou "I-qualquer-coisa" você vendeu ou o valor da marca que voê criou. Ninguém quer ser o nerd que revolucionou a TI, mas todos querem ser o geek que revolucionou o mercado de TI...


Agora vamos à política. A grande maioria dos políticos - posso estar enganado - é de empresários. E não estou falando de micro e médio empresários, falo de grandes, enormes, mega empresários. Sem, nesse momento, entrar no quesito "quais vontades eles representam no governo?", digo: Esses caras são especialistas em fazer grana, ou seja, cortar gastos e aumentar receita a todo custo. O governo, por outro lado, tem como sua base a atenção ao interesse coletivo, ainda que isso seja oneroso e com retorno de difícil visualização numa planilha financeira...


De cara temos uma situação bastante estranha: pessoas trabalhando fora de sua especialidade. É legal ter um ótimo empresário à frente da Petrobras, mas será que esse mesmo cara certamente será um bom legislador? Terá ele em mente que sua meta é servir ao interesse coletivo ao invés de gerar lucro e também lucrar? Saberá ele que mais vale uma obra que desafogaria o trânsito da perimetral (RJ) que uma que valorizará o terreno do gasômetro?


Essa idéia de "senhores bem sucedidos como governantes" poderia ser repensada, pois o fato de um indivíduo saber enriquecer - sabe-se lá a que custo - não pode ser encarado como o principal requisito para ser um bom governante. No mínimo, os eleitores que ainda creem na política, e não apenas aguardam o fim do mundo, deveríam tentar equilibrar a balança levando às cadeiras sujeitos que tenham sua trajetória, profissão etc mais compatível com o texto da constituição, ainda que eles não representem sua vontade.



1-EGLER, Tamara Tania Cohen. Democracia virtual no governo das cidades. Liinc em Revista, v.4, n.1, março 2008, Rio de Janeiro, p.41-53 http://www.ibict.br/liinc

quarta-feira, 11 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A publicidade forçada tá matando tudo!?

A publicidade está:

nas novelas e seriados, obrigando autores e atores a participarem de peças publicitarias nem um pouco sutis. Por exemplo, quando um personagem exalta a qualidade do seu carro da marca X ou Y;

nas redes sociais, onde as pessoas, sabe se lá por que, curtem marcas gratuitamente;


Mas, em contrapartida, está permitindo que pessoas comuns (aquelas sem grana para jabá ou bons contatos) ganhem dinheiro com blogues e sites (principalmente de humor), músicas etc. Isso facilita a existência duradoura e com qualidade técnica desses que não teriam espaço na "indústria oficial"... Mas não garante a "qualidade artística" pois o caminho mais óbvio é mudarem de rumo para manterem ou aumentarem a quantidade de anunciantes e, possivelmente, perderem seu apelo inicial.


Se por um lado vemos nosso entretenimento ser fortemente invadidado por anúncios descarados, por outro, há mais entretenimento disponível... Não dá para usar de maniqueísmo para pensar na importância da publicidade hoje... aplica-se mais um yin yang...

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