quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mania de Arquivista

Mania de Arquivista.
Eu, nos meus momentos de profunda desilusão com área de arquivo (enquanto profissão), diria que esta é uma mania besta. Mas engana-se quem acha que este post é para falar mal da área, isto foi apenas um gancho muito torto para falar do site "Mania de Arquivista".


Quando nos perguntam o que leva uma pessoa a se matricular em um curso de Arquivologia, sempre respondemos:
​"A mesma coisa que leva pessoas a se matricularem em cursos como Engenharia, Direito ou Medicina: o desejo de fazer algo que goste e que vai ajudar outras pessoas".

Então, o que nos motivou a criar este site com um tema tão especifico é justamente colocar um pouco da forma como pensamos e percebemos o mundo arquivístico em um formato organizado, de fácil leitura e acesso, que possa servir como referencial, tanto teórico quanto pratico para pessoas que estudam arquivologia e para aquelas que sequer imaginam o que seja arquivologia e o que um arquivista faz.
Nós sentimos um grande vácuo nessa área: sites especializados são escassos e temos  curiosidades que não se esgotam. Dessa forma, temos como meta colaborar para a divulgação de aspectos relevantes e interessantes colocando no site nossas experiências, conhecimentos, pesquisas, duvidas e achados.
Sabemos que não vamos preencher este espaço nem responder todas as discussões, mas vamos contribuir para que quem busca este tipo de informação tenha a seu dispor uma proposta inovadora, curiosa e divertida.

Equipe Mania de Arquivista

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Do que eu vi do site, entrei rapidamente, posso afirmar que é bem feito e que a aba "Sobre arquivos" tem ótimos links - até baixei o livro "Estudos avançados em Arquivologia" para a minha biblioteca púrpura...

Bom, acho que pode valer a pena acompanhá-lo.


http://maniadearquivista.wix.com/maniadearquivista#!home/mainPage

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Touch screen e a representação da informação

Na época em que representávamos os números com algarismos romanos, fazer conta era uma desgraça - e ainda é se tentarmos utilizá-los. Daí eram utilizadas pedrinhas ou o ábaco para facilitar a tarefa.

Vieram os algarismos hindo-arábicos e seu fantástico zero que mudou tudo. A organização dos dados ficou mais fácil e pôde-se fazer o valor contextual do número de acordo com a posição dele. A partir disso o ábaco foi deixado de lado e as contas ficaram a cargo da escrita.

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O personagem Claude Frollo do romance "Nossa Senhora de Paris", de Victor Hugo, afirmava, em crítica à escrita, que o alfabeto iria matar a imagem (ver BARRETO). Será que a imagem (principalmente a em movimento) matará o alfabeto? Vamos nas pistas: as funções da escrita, dentre várias que não consigo imaginar, são a permanência e o compartilhamento da informação... Mas hoje é possível gravar um vídeo com a pessoa falando...

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O computador pessoal começou com teclado e uma tela monocromática, passando para tela com cores, trackball, mouse e agora touch screen. O computador nunca teve um interface e interação tão próximas da realidade quanto hoje em dia. E aí me pergunto: Será que isso pode resultar numa mudança da forma como representamos a informação no ambiente "virtual"?

Vamos aos exemplos:
Desde o windows 3.1 nós temos a interface com ícones, depois ícones + menu e outras variações. O windows 8 (até onde vi) parece ter uma interface com toda pinta de que foi bolada para ser tocada e não clicada.



Será que num futuro não muito distante a informação em ambiente digital não será muito mais "tátil" e dinâmica que escrita e estática?

Imagino muito mais simulações (representações que buscam máxima fidelidade à realidade) do que símbolos e códigos que representem algo.

Por exemplo, ao invés de lermos o manual do microondas, haveria um manual digital que simula o microondas em funcionamento - ou talvez a própria interface do microondas possa fazer-se de manual - ao se colocar o dedo sobre determinado botão pode surgir um comentário explicando para que serve...

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