quarta-feira, 22 de maio de 2013

Receitas para uma "era da informação"

Providencie:

possibilidade tecnológica (computador, computador pessoal, câmera digital);

Acessibilidade à tecnologia (primeiro comercialização, depois, redução de preço);

Aprimore a tecnologia: Armazenamento (640Kb eram muito em 1981; hoje, nada); interfaces gráficas ao invés de linhas de comando; track-ball, mouse, touchscreen, sensor de movimento; aumente também a capacidade de processamento para que se produzam mais (atualizações de) softwares;

Doe computadores para universidades e escolas para garantir fluência na tecnologia e depois, demanda por ela;

Pronto! A cada ano que passa se produz mais dados que no anterior.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

CI, disciplina, interdisciplinaridade etc.

Há algum tempo venho me contorcendo nessa discussão em, que volta e meia, sou obrigado a entrar. E toda vez que volta dessas discussões eu pesquiso definições sobre multi, inter, pluri e transdisciplinaridade e, quando acho que cheguei a um posicionamento (das definições frente à CI), volto à estaca zero.

Por conta disto, comecei a bolar um esquema de entendimento MEU do entendimento vigente do que seria a Ciência da Informação. Os termos e definições que estou usando são um tanto imprecisos, mas acho que estão de bom tamanho para um blog quase invisível.

Às dúvidas

Eu tenho dificuldade de ver disciplinas separadamente. A física, por exemplo, faz uso da matemática para tentar provar formalmente algumas hipóteses. Mas a física e a matemática são a mesma coisa? Não, a física, grosso modo, estuda o movimento; enquanto a matemática, mais grosso modo ainda, estuda abstrações organizadas pela lógica. A física apenas utiliza um ferramental da matemágica para, por exemplo provar hipóteses que não podem ser facilmente observáveis num dado momento.

Aí vem a CI: já usou/usa matemática aplicada, psicologia, sociologia, filosofia... Isso faz dela interdisciplinar?

EU penso o seguinte: A CI, como a Olga Pombo disse (mais ou menos) é uma disciplina que surgiu num contexto de não especialização, isto é, certas disciplinas que conhecemos são a especialização de outras (sendo que a maioria  vem da especialização/separação da Filosofia da natureza), a Ciência da Informação, por sua vez, seria constituída por uma conjugação de disciplinas utilizadas para estudar um determinado objeto complexo chamado  "informação". Digo complexo pois acredito não ser possível analisar o que pode ser informação usando apenas uma perspectiva, é necessário reconhecer suas inúmeras relações, possibilidade, atores etc.

Vamos ao exemplo tosco do dia: a CI, ao invés de ser uma ramificação (especializada no "fenômeno da informação") da epistemologia, psicologia ou comunicação, está muito mais próxima de um campo que pode utilizar aportes de cada uma delas para estudar uma/várias das facetas do seu objeto. Por isso ela aparece usando, conforme o contexto, corrente ou tempo, certos aportes de determinadas teorias (veja, por exemplo, a introdução da teoria matemática da informação ou da hermenêutica!) para cercar seu objeto...

Isso faz dela interdisciplinar? NÃO SEI. Eu diria que está mais para "multidisciplinar" ou "transdisciplinar", mas ainda assim seriam termos imprecisos, pois acho que esses termos valem mais para qualificar laboratórios (pesquisas) que para disciplinas. Acredito que a multi/interdisciplinaridade possa ocorrer, de fato, quando penso no contexto de pesquisas onde Cientistas da Informação, Psicólogos, Matemáticos, Biólogos e quaisquer outros se unam para estudar um fenômeno (mais ou menos) em comum...


"O termo multidisciplinaridade pressupõe uma atitude de justaposição de conteúdos de disciplinas heterogêneas ou a integração de conteúdos numa mesma disciplina, atingindo-se quando muito o nível de integração de métodos, teorias e conhecimentos."


"Em relação à interdisciplinaridade tem-se uma relação de reciprocidade, de mutualidade, em regime de co-propriedade que possibilita um diálogo mais fecundo entre os vários campos do saber."


Fechando em aberto
Achei esse trecho do Popper num texto do Jayme Paviani que fala de interdisciplinaridade no ensino escolar... Sei que é meio fora da discussão, mas ainda assim parece-me funcionar...

“A ideia de que a física, a biologia e a arqueologia existem por si mesmas, como campos de estudo ou “disciplinas” distinguíveis entre si pela matéria que investigam, parece-me resíduo da época em que se acreditava que qualquer teoria precisava partir de uma definição do seu próprio conteúdo. Na verdade não é possível distinguir disciplinas em função da matéria de que tratam; elas se distinguem umas das outras em parte por razões históricas e de conveniência administrativa (como a organização do ensino e do corpo docente), em parte as teorias que formulamos para solucionar nossos problemas têm a tendência de se desenvolver sob a forma de sistemas unificados” (cf. Popper, K. R. Conjecturas e refutações. Trad. Sérgio Bath. Brasília: Editora UnB, s/d, p. 95-96 apud PAVIANI, 1993. grifo meu).”



POMBO, Olga. Dispersão e unidade para uma poética da simpatia. In: LARA, Marilda L. G.; SMIT, Johanna W. (Orgs.). Temas de Pesquisa em Ciência da Informação no Brasil. São Paulo: Escola de Comunicação e Artes, 2010. p 31-46.

PAVIANI, Jayme. INTERDISCIPLINARIDADE OU UMA NOVA DISCIPLINA. 1993. Disponível em: http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/ppge/files/2010/11/Interdisciplinaridade-Paviani.pdf


sábado, 4 de maio de 2013

Sobre concursos públicos e filas de banco

Sabe aquela fila de banco, principalmente da caixa econômica e banco do brasil situados no subúrbio?

Os bancos abrem às 10h, 9 da matina já tem um punhado de gente esperando; por causa desse punhado de gente esperando tão cedo, outro punhado resolve que da próxima vez vai chegar mais cedo, depois outro punhado resolver chegar mais cedo que esse último e assim vai.

Para passar num concurso público (para emprego ou para a faculdade, por exemplo) você só precisa acertar 50 ou 51% da prova; mas como você quer garantir a vaga e uma boa colocação, estuda para acertar 60%; no outro concurso, já se prepara para 70%, até porque outros vão se preparar para 60%; e assim vai... E foi assim que a nota dos concursos (para arquivista) mudou tanto de 2009 para cá. Quatro anos atrás, acertar 90% de uma prova era certeza de ficar entre os 3 primeiros; hoje, entre os 10 ou 15. E as provas não ficaram mais fáceis nem o ensino melhorou, é apenas o funcionamento perverso* dos madrugadores da fila de banco que atravessa outras áreas.

*perverso pois a cada dia acordamos mais cedo (ou estudamos mais) para fazer uma coisa que, por regra, não exige tudo isso...

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