sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Recuperação da informação e arquivologia

A Recuperação da Informação - ou RI - , enquanto disciplina, surgiu por volta de 1950 e virou instrumento da biblioteconomia e área de interesse da CI. Mas a arquivologia a reconhece?

Jardim mencionou, em 1999, o fato de que a acessibilidade à informação arquivística brasileira (pública) fica prejudicada pela faltas de mecanismos que possibilitem a recuperação da informação nos arquivos.

Na prática, a gente fica muito preso a descrições analíticas imensas, quadros de arranjos (que são pouco amigáveis aos usuários quando são utilizados como ponto de acesso) e conservação e deixa de lado a tarefa mais trivial: recuperar documentos. Eu as vezes me deparo com acervos conservados e parcialmente descritos (por que será quase impossível encontrar um 100% descrito?), mas que não são facilmente recuperáveis, pois carecem de ferramentas destinadas exclusivamente à recuperação. Não adianta você ter descrições em pdf ou arquivos word. Ou ter uma mega política de conservação, mas o método de recuperação é procurar nas estantes por caixas organizadas "caixa-ano-assunto" ou coisa parecida...

Os periódicos talvez reflitam essa omissão. Uma rápida pesquisa pelo termo "Recuperação da Informação" na Revista Acervo, só retornou dois artigos!

Em geral, fala-se de RI na arquivística apenas de maneira genérica, isto é, como aquela tarefa de recuperar informações que é possibilitada por meio das descrições. Não é muito frequente ver mencionado que há uma disciplina dedicada a estudar formas de aprimorar essa tarefa... Eu penso que em tempos de software livre, ficar apenas pensando em normas de descrição e deixar o resto para "os caras de TI" é se fechar para um enlace disciplinar que pode ser muito proveitoso (vide o ICA-AtoM). Não que a arquivologia precise colocar as linguagens de programação etc nas suas questões de estudo (se há) , mas precisa entender que não pode mais se furtar do contato com esse tipo de coisa. É necessário reconhecer que há mais lá fora além daquelas coisas mencionadas pelos arquivistas holandeses, e que estar capacitado a dialogar com TI não é mais um luxo, é obrigação.

Ah!
Falar de RI abre o leque para o que possa vir a ser "informação arquivística". O arquivista 2.0 discute isso aqui.

Eu particularmente acho que "informação arquivística" possa ser:

1.a que está dentro do documento arquivístico (assim como a "informação biblioteconômica" é a que está nos livros), essa 100% acessível via RI;

2.e a do acervo como um todo, isto é, a nova "informação arquivística" construída por meio de classificações e arranjos. Em 2009 eu escrevi que

O que nos faz sermos seres humanos e não esponjas marinhas é a organização dessas moléculas, o DNA. O arquivos, por sua vez, só seriam arquivos - e não coleções - quando organizados de acordo com a proveniência e as relações de estrutura, produção e função. Isto é, a organização intelectual dos documentos e suas relações nos daria a informação sobre o "sistema" (ou organismo) a que pertencem, informação esta que não existe dentro de um ou mais documentos, mas que depender do todo organizado para ser visualizada. É como um quebra-cabeças, onde uma peça dificilmente permite que você veja o desenho final.

Mas aí vem uma pergunta: a quem interessa esse segundo tipo de informação?




JARDIM, José Maria. O acesso à informação arquivística no Brasil:  problemas de acessibilidade e disseminação. Mesa Redonda Nacional de Arquivos, 1999. Disponível em: http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/Media/publicacoes/mesa/o_acesso__informao_arquivstica_no_brasil.pdf 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ICA-AtoM parte 4

Eu já tinha instalado o ICA-AtoM no meu incrível netbookservidor com algum sucesso.

Agora resolvi colocá-lo num PC (fraco também) para testar melhor.

Continuo com alguns problemas que já tinha no netbook (como lerdeza e operações de edição de descrição que não são concluídas), mas espero que alguns ajustes no apache/php resolvam isso.

Enquanto não encontro uma solução para os problemas que venho tendo no meu teste tosco, vou colocar um passo-a-passo ridiculamente simplificado da instalação que fiz

Baixar ICA-AtoM (baixei 1.3.1) - https://www.ica-atom.org/download.html
Precisa de um winrar atualizado ou do 7-zip para descompactar o TGZ
Baixar WAMP ou XAMP ou semelhante (baixei o wampserver 2.2 há algum tempo) http://www.wampserver.com/en/


> Depois de instalar o WAMP, ligar extensão XSL no PHP (pelo wamp manager)

> Se der o erro "isActionCacheable()...."
corrige-se limpando cache do navegador

> Erro de conexão com a base de dados (POD...SLQ...bla bla bla)
colocar "database user" e "database password" que você criou no PHP

> Configurando servidor para ser acessível na rede local (e não apenas no servidor local)

No arquivo httpd.conf (arquivo de configuração do apache, acessível pelo WAMP manager), ir até a seção que fala do



e alterar o trecho que originalmente vem assim

Deny from all
Allow from 127.0.0.1
Allow from localhost

para

#Deny from all
#Allow from 127.0.0.1
#Allow from localhost
Allow from all



Quem não quiser instalar, pode testar o demo: http://demo.ica-atom.org/


Tive um grande auxílio desse material aqui:


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cegueira simulada melhora capacidade do cérebro de processar sons

Competência visual x auditiva?


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"Washington, 5 fev (EFE).- A redução da visão de uma pessoa por apenas uma semana pode ajudar o cérebro a melhorar sua capacidade de processar sons, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista "Neuron".
O estudo, que examina a relação entre a visão e a audição no cérebro, foi feito por Hey Kyoung Lee, professor de neurociências no Instituto da Mente e o Cérebro na Universidade Johns Hopkins, e Patrick Kanold, um biólogo da Universidade de Maryland em College Park.
O artigo assinalou que muitos musicólogos mencionam os casos de Stevie Wonder e Ray Charles, ambos cegos, como exemplo da forma como a cegueira pode realçar a audição.
Nos experimentos com ratos Lee, Kanold e outros pesquisadores descobriram a forma como as conexões neurais na área do cérebro que manejam a visão e a audição cooperam apoiando cada sentido.
Os pesquisadores descobriram que ao impedir a visão de forma temporária era possível fazer com que o cérebro adulto modifique seus circuitos para processar melhor os sons e apontam que isto poderia ajudar a recuperar a percepção do som em pacientes que receberam implantes cocleares.
Os pesquisadores colocaram ratos adultos saudáveis em um ambiente escuro para simular cegueira durante uma semana e vigiaram as respostas a alguns sons.
Depois compararam essas respostas e a atividade cerebral com as de um segundo grupo de ratos mantidos em um ambiente iluminado de forma natural.
Os cientistas encontraram uma alteração nos circuitos cerebrais dos ratos que tinham experimentado a cegueira simulada, especificamente na área que processa o som e se chama crosta auditiva primária, que permite a percepção consciente do tom e o volume dos sons."


Leia mais em: http://bmail.uol.com.br/main#selectedfolder=INBOX

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