quarta-feira, 28 de maio de 2014

500 palavras por minuto?

Apareceram já há algum tempo movimentos como o "Cultura do Slow Down" (WIKIPEDIA) ou "Slow Attitude", donde vem a ideia de Slow Food, que preconizam a qualidade de vida em vias de se aumentar a produção... Uma espécie de welfare State adaptado à indústria?

... Mas vim falar de velocidade!

Aí eu dei de cara com esse Spritz. Se informação é o que tudo o que nos ajuda a navegar pela complexidade da vida atual, quanto mais informação boa, melhor? Como avaliar se a informação é boa? Rapidamente: pela avaliação da fonte (difícil nos dias de hoje onde as "mídias corporativas" estão desacreditadas) e pelo acesso e verificação direta, isto é, lendo/vendo/ouvindo/tateando...


O "método spritz" propõe que é possível ler 500 palavras por minuto". Talvez uma pessoa treinada possa fazer isso na forma de leitura transversal ou sei lá o quê, mas a ideia do Spritz é proporcionar isto artificialmente por meio de computação gráfica - ao invés de longo treinamento para tornar-se um leitor à jato, a estrutura visual (ver o gif abaixo) capacitaria o leitor a atingir tal velocidade.


"The time consuming part of reading lies mainly in the actual eye movements from word to word and sentence to sentence. In addition, traditional reading simply takes up a lot of physical space. Spritz solves both of these problems. First, your eyes do not have to move from word to word or around the page that you’re reading. In fact, there’s no longer a page – with Spritz you only need 13 total characters to show all of your content. Fast streaming of text is easier and more comfortable for the reader, especially when reading areas become smaller. Spritz’s patent-pending technology can also be integrated into photos, maps, videos, and websites for more effective communication." (http://www.spritzinc.com/about/)

You can read up to 500 words per minute


Não sei se esse treco funciona mesmo - apesar do exemplo deles ser tranquilo de ler, eu penso numa versão em português: imagine ler uma pergunta... só vai saber que é pergunta ao ver o "?" numa fração de segundo no final da frase... - mas a ideia é bem interessante.




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nova língua

Por acaso vi a chamada da mais recente novela da Globo, e ela me deixou intrigado - mas não o suficiente para arriscar assistir ao folhetim.

A chamada contava que um dos personagens principais criou um computador (ou seria um software?) que ensina crianças a programarem - e ele trabalha numa ONG que gira em torno disso.

Ok. Há versões do Raspberry PI que foram pensadas para auxiliarem crianças na aprendizagem de programação - talvez o(s) autore(s) tenham pensando nisso.

A questão que me veio foi: a gente está num país onde as crianças mal sabem ler ou escrever! Será que estão capacitadas para lidar com linguagens formais e embasadas na mais exigente lógica? Mas isso não vem ao caso...

Há algum tempo eu vi uma charge - creio que do Alpino, mas procurei sem sucesso por ela - mais ou menos assim: o pai comenta com a esposa em frente ao filho pequeno - Doutor nada! Ele vai aprender a fazer aplicativos!

Isso certamente se refletia à febre dos aplicativos milionários...

Me lembra também de uma cena do Velocidade Máxima 2 (argh) quando o protagonista fala que queria aprender uma nova língua, mas como fala inglês -  daí, deduz-se, prescinde de outras - resolveu aprender linguagem de sinais...

Mas o que isso tudo tem a ver? Sei lá!

Vamos lá:
Saber programar será "trunfo profissional" das gerações atuais/vindouras (como já foi - lista temporal decrescente - o inglês; saber usar softwares da microsoft; datilografia; escrever; ter dentes...)?


quinta-feira, 1 de maio de 2014

GOG e preservação digital

A grande maioria das publicações sobre preservação digital conclui ou indica que preservar objetos digitais (originais ou digitalizados) é muito mais caro do que preservar os não digitais.

Eu sempre tenho dúvidas quanto ao custo maior, pois os benefícios de digitalizar acervos não são desprezíveis. É uma questão de custo benefício que só quem está por dentro de questões técnicas, conceituais e orçamentárias pode pensar em responder...

Mas será que o custo ainda é tão gritantemente maior?

A empresa GOG (Good old Games) oferece jogos antigos adaptados para rodar em hardware e software atuais (windows 8, por exemplo) por preços entre 3 e 50 dólares. Se considerarmos que a GOG provavelmente ainda paga licença aos criadores dos jogos, a política de preços pode indicar que atualizar¹ objetos digitais não é mais tão proibitiva...


1 - Eles atualizam jogos para rodarem em pcs novos, mas creio que eles utilizem algum tipo de emulação (invisível) para fazer jogos DOS rodarem no Windows sem qualquer tipo de configuração - basta instalar.


Atualização
Técnica de migração que consiste em copiar os dados de um suporte para
outro sem mudar sua codificação para evitar perdas de dados provocadas
por deterioração do suporte.


Emulação
Utilização de recursos computacionais que fazem uma tecnologia
funcionar com as características de outra, aceitando as mesmas entradas
e produzindo as mesmas saídas.
(http://www.documentoseletronicos.arquivonacional.gov.br/media/2008ctdeglossariov5.pdf)

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